Luta camponesa e reforma agrária no Brasil, de Gilberto de Souza Marques e Indira Rocha Marques, faz uma sucinta e didática apresentação do histórico dos movimentos de luta no campo brasileiro. Os autores nos apresentam a conformação da estrutura econômica agrária do Brasil e suas mudanças, desde a colonização até nossos dias. Mostram também como, em resposta aos ataques do capital e dos latifundiários, se deu a formação dos diversos instrumentos de luta rural, das Ligas Camponesas e sindicatos rurais até o MST e as federações de trabalhadores do campo de hoje.

Mas mais do que isso o livro lança elementos de análise e debate sobre o futuro do campo brasileiro, e em base a estas, sobre a estratégia que os movimentos sociais devem ter. Defende a necessidade de passar das lutas meramente defensivas à ofensiva, com um projeto claro e embasado na realidade de transformação social, não só do campo – que afinal, existe em relação direta com os espaços urbanos – mas também da cidade. Para os autores, é nesta aliança de trabalhadores do campo e da cidade que está a chave para concretizar a transformação socialista de nosso país, único meio de resolver de modo permanente as mazelas que afligem nosso povo.

 

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A Editora Sunderamnn está preparando a 2ª edição do livro A mulher e a luta pelo socialismo. Organizado por Cecília Toledo, o livro traz uma coletânea de textos clássicos sobre o tema, tornado-se uma importante ferramente de combate ao machismo.

Além dos textos anteriores, a nova edição conta com a resolução da III Internacional sobre mulheres na integra. 

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50 anos do Golpe de 1964

Dia 31 de março o golpe civil-militar completa 50 anos. Durante 21 anos o povo brasileiro não teve liberdade politica, e militantes foram sequestrados, torturados, mortos e desaparecidos. A luta pelo resgate a memória, prisão dos torturadores e por reparação por parte do Estado não é revanchismo.
A criminalização dos movimentos sociais segue um problema atual, assim como nossa luta contra isso!

Fizemos uma lista de filmes e livros que debatem o tema, veja abaixo nossas sugestões!

 

  • Filmes:

 

A Convergência Socialista e a Ditadura Militar

Cidadão Boilesen – Um dos empresários que financiou a tortura no Brasil

Marighella

Batismo de sangue

O que é isso, companheiro?

Eles não usam Black-tie

Peões

Documentário chileno sobre a Ditadura Militar no Brasil

O ano em que meus pais saíram de férias

Hércules 56

Cabra marcado pra morrer

Barra 68 – Sem Perder a Ternura

Que bom te ver viva (versão editada)

 

  • Livros:

 

Layout 1    1964: A conquista do Estado – René Dreifuss

movimento-operario-no-brasil-1964-1984-e-carone-12000-MLB20051805386_022014-F  O movimento operário no Brasil (1964-1984) – Edgar Carone

Combate-nas-trevas  Combate nas trevas – Jacob Gorender

beatriz-kushnir_caes-de-guarda Cães de guarda – Jornalistas e censores do AI-5 à constituição de 1988 – Beatriz Kushnir

CAPApedroVAL  Pedro e os lobos – João Laque

1968-o-ano-que-nao-terminou  1968 – O ano que não terminou – Zuenir Ventura

azo_versus   Versus – Páginas da utopia – Omar L.de Barros Filho (Org.)

Capa_GRACIAS-A-LA-VIDA-1   Gracias a la vida – Cid Benjamin 

857799080X_zm  Os Carbonários – Alfredo Sirkis

6801735g1O que é isso, companheiro? – Fernando Gabeira

 

A Editora Sundermann prepara seu mais novo lançamento, O movimento operário na Venezuela do século XXI – Dilemas da reorganização sob o governo Chávez, tese de mestrado defendida por Flavia Bischain. Com o objetivo de discutir o movimento operário venezuelano, Flavia vai além, apresentando uma análise marxista do governo Chávez.
Essa apresentação é escrita por Leonardo Arantes e Victor Quiroga, operários venezuelanos, militantes da UST-LIT-QI.
Boa leitura!

 

Apresentação

Desde 1936, ano da Grande Greve Petroleira, primeiro grande conflito operário de que se tem referencia na historia do país, durante o governo de Eleazar López Contreras, até a atualidade, a classe trabalhadora venezuelana atravessou um vertiginoso processo de lutas de resistência aos ataques patronais e governamentais, enfrentamento às políticas de ajuste, obtenção de direitos sindicais e políticos, reivindicações salariais, direitos trabalhistas e mais recentemente defendendo-se contra golpes de Estado, paradas-sabotagens, chegando inclusive a levantar consignas de tipo transicional, que colocam na roda o problema do poder como a nacionalização-expropriação de empresas e o controle operário.
Em toda a contenda que teve que levar como classe, desde seu surgimento na cena histórica do país no final do século XIX, o proletariado venezuelano teve que enfrentar inimigos comuns a todo o proletariado mundial: o capital imperialista, suas transnacionais e seus governos, assim como seus sócios, as burguesias nacionais e os governos burgueses de direita ou de “esquerda” dos países semicoloniais.
Da mesma forma um longo processo de organização e reorganização teve que experimentar o proletariado venezuelano, processo que se estende desde a fundação dos primeiros sindicatos e as primeiras centrais sindicais, a dissolução e ilegalização delas, em alguns casos a refundação e relegitimação destas organizações e a fundação de outros organismos deste tipo.
Tudo o que dissemos anteriormente é relatado no livro que apresentamos a seguir, de modo detalhado, acompanhado de uma ampla documentação e testemunhos que conferem ao estudo uma inquestionável seriedade e rigor cientifico, proporcionando o marco de referencia histórica necessária para alcançar os objetivos colocados na obra.
O estudo histórico – cientifico sobre o movimento operário venezuelano não é um trabalho simples devido a pouca disponibilidade de material bibliográfico e documental sobre o tema e também a própria dinâmica e estrutura da classe trabalhadora venezuelana. Isto atribui um grande mérito à pesquisa.
No entanto não é o objetivo principal deste estudo fazermos uma resenha histórica de todo o desenvolvimento histórico da classe trabalhadora venezuelana, senão introduzirmos no debate e estabelecer uma posição política sobre qual foi sua situação durante os quatorze anos de governo chavista e determinar qual tem sido a relação deste regime com o movimento operário, apontando as contradições entre seu discurso e sua ação.
A autora não é uma estudiosa “imparcial”, senão que investiga a partir de uma ótica marxista, polemizando com quem, utilizando um método superficial, julgam o chavismo a partir de sua aparência e não a partir de sua essência e partindo dos interesses que definitivamente defendem.
Passados 14 anos desde sua primeira eleição, a definição do “chavismo” ainda é uma questão delicada. Corriqueiramente, encara-se qualquer crítica mais profunda como uma adesão ao discurso da direita. É claro que não pretendemos aqui argumentar que as pesquisas científicas pudessem estar desvinculadas de um compromisso político. Mas, de nossa posição, defendemos que o compromisso político e científico com o conjunto da classe mundial deve estar, para os pesquisadores de esquerda, acima do compromisso com qualquer governo, por mais “de esquerda” que possa parecer.” Afirma Flavia e fiel a este critério avança na pesquisa.
Assim, por exemplo, ante quem resgata um suposto discurso antiimperialista e anticapitalista, ela contrapõe uma serie de elementos teóricos e científicos utilizados para definir este tipo de regimes e governos. As definições de Leon Trotsky sobre Bonapartismo, Bonapartismo sui generis, contribuem com o esclarecimento do debate e com a definição do governo e do regime chavista.
O livro aprofunda o debate sobre as características e políticas do governo do falecido presidente Hugo Chávez, com o objetivo de demonstrar, pela via dos fatos e não dos discursos, as relações do chavismo e do próprio Chávez com os empresários e suas “alianças estratégicas”, as “empresas mistas” com as multinacionais petrolíferas, as expropriações “a preço de mercado”, mas também sua relação com o movimento operário e de massas, o “controle operário”, o processo de reorganização, a criação da UNETE e o PSUV, a repressão às lutas, etc.
Mas todo este debate não é feito com a “teoria abstrata”, retirada do arsenal teórico do marxismo. Temos ante nós uma pesquisa, documentada, no próprio terreno dos acontecimentos e através dos testemunhos dos protagonistas diretos de inúmeras lutas e processos. Daí que este trabalho contém valoroso material proporcionado através do dialogo direto com os mesmos. A seriedade do trabalho se expressa também no variado arco ideológico a que a autora recorre, devido a que o importante, para este caso é que o leitor possa se valer deste material para tirar conclusões e ademais no minucioso trabalho de exemplos e citações dos fatos concretos, as empresas, os lugares e seus protagonistas.
Este livro aparece em um momento muito importante da conjuntura venezuelana e também internacional. Uma crise capitalista profunda está se desenvolvendo nas próprias entranhas do imperialismo, na Europa e Estados Unidos, estendendo-se para todo o mundo e está levando a que milhões de trabalhadores saiam para enfrentar suas conseqüências.
Aparece assim no horizonte a necessidade de construir uma direção revolucionaria para essas batalhas. Milhares de lutadores se perguntam se o castro-chavismo pode ser uma alternativa de direção para essas lutas. Interrogante que em nosso ponto de vista, a realidade e a luta de classes vêm respondendo negativamente.
Nesse sentido e no caso concreto da Venezuela, este trabalho que hoje apresentamos nós dá uma ferramenta a mais, de grande valor para encarar essa luta por uma nova direção. Que os trabalhadores e a vanguarda possam superar seu nível atual de organização política para lutar por seus próprios interesses, é um desafio que se tem adiante. Tal como afirma Flavia: O resultado deste processo ainda é incerto, mas refletir teoricamente sobre a luta de classes adotando a perspectiva do proletariado é pensar quais os próximos passos e quais os empecilhos e desafios nesta batalha para desenvolver-se como uma classe organizada que tome para si o objetivo estratégico de travar uma luta incessante contra o capital”.

Leonardo Arantes e Victor Quiroga

Venezuela, novembro de 2013.

Livro Anarquismo e comunismo é lançado no RJ

Anarquismo e comunismo é lançado no Rio de Janeiro

Por Rodrigo Barrenechea, do Rio de Janeiro

Na noite desta quarta-feira, 26/02, ocorreu o lançamento do livro “Anarquismo e Comunismo”, de Evgueni Preobrazhenki, com a presença de Henrique Canary, da secretaria nacional de formação do PSTU, e Julio Anselmo, da Juventude do PSTU do Rio. O livro é uma profunda mas concisa análise do movimento anarquista e de suas ideias na Rússia Soviética de princípios do século XX e, junto com o “Estado e a Revolução” de Lênin, se constitui numa das principais respostas às teses anarquistas sobre o papel do Estado e da violência na História.

Realizado no Salão Nobre do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS), vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), contou com cerca de 100 pessoas, que assistiram à exposição dos palestrantes. Canary discorreu especialmente sobre a influência das ideias anarquistas no movimento operário desde o século XIX, em especial na Rússia nas duas primeiras décadas do século passado, e quais são as consequências práticas de seus preceitos teóricos. “Em suma, os anarquistas são os últimos socialistas utópicos”, afirmou Canary.

Já Julio Anselmo falou sobre a presença de movimentos anarquistas no Brasil neste último ano e meio, especialmente desde junho do ano passado, quando aumenta a influência do anarquismo, especialmente no aparecimento da tática Black Bloc e da constituição da Frente Independente Popular (FIP), organização que congrega anarquistas, maoístas, stalinistas e independentes aqui no Rio. Anselmo disse que os anarquistas aqui padecem de 3 males: elegeram a esquerda revolucionária como inimigos, por esta – especialmente o PSTU –, discordarem publicamente de suas táticas; recusam-se, na maioria das vezes, a se submeter aos fóruns democráticos do movimento social, mesmo quando dizem que o fazem; e, por fim – que é característico das ideias anarquistas contemporâneas –, adotam ações independente da consciência das massas, no que ele definiu como “propaganda pela ação”, uma forma de educação política exemplar, mas que não tem encontrado eco entre a população, vide as recentes pesquisas de opinião sobre os protestos desde a morte do cinegrafista Santiago Andrade.

Os palestrantes, após responder a perguntas, encerraram o debate esperando que esta publicação ajude a esclarecer o debate entre marxismo e anarquismo, especialmente sobre o papel do partido revolucionário e da necessidade de um Estado proletário pós-revolução socialista. A livraria Sundermann  do Rio colocou o livro à venda, com bastante sucesso, assim como ofereceu outros títulos de nosso catálogo.

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